Rio Grande

A Fortaleza com uma Capitania

Diretor: Joris Gartzman

Capital: Nova Amsterdã (cerca de 200 habitantes) – ver figuras importantes

Número de Engenhos: 2 (110 tarefas) – ver pontos de interesse e freguesias e engenhos

As terras do Rio Grande foram entregues a João de Barros, um dos maiores intelectuais das terras ibéricas e um homem de integridade inabalável. Ele gastou uma fortuna para trazer novecentos colonos em dez embarcações para estas terras, numa expedição liderada por seus próprios filhos. Foi um fracasso. Seja por ventos contrários ou pela resistência indígena, nem chegaram a desembarcar. Foram gradativamente empurrados para as terras do Maranhão, onde naufragara. Por fim, João de Barros teve que gastar outra fortuna para o resgate de seus filhos e dos colonos. A capitania ficou assim abandonada por décadas.

Os invasores franceses aproveitaram o abandono da capitania para fundar uma comunidade. Não durou muito. O capitão-mor pernambucano Mascarenhas Homem construiu a Fortaleza dos Reis Magos e expulsou os invasores com seu exército. A cidade de Natal e o Engenho Cunhaú foram erguidos em seguida para determinar a soberania da região.

A capitania do Rio Grande sempre teve um crescimento lento em razão do solo arenoso pouco atrativo para o plantio de açúcar. A economia sempre se baseou na criação de gado e na pescaria, o que foi nunca foi o bastante para fazer a população crescer ou erguer mais que algumas poucas casas na cidade de Natal. A fortaleza dos Reis Magos é o único destaque da capitania por seu desenho estrelado arrojado e funcionalidade em combate, pois vem sendo melhorado ao longo das últimas décadas por sua localização estratégica.

Governo Atual

O Rio Grande foi uma das primeiras capitanias conquistada pelo exército holandês. Após a derrota do coronel Waerdenburch para o capitão-mor Porto-Carneiro em 1631, as forças holandesas retornaram dois anos depois para tomar essa capitania para si. Desta segunda vez, obtiveram sucesso graças à ajuda do traidor Domingos Calabar. Ele negociou a rendição da Fortaleza dos Reis Magos com um covarde sargento à revelia do capitão-mor Gouveia, que acabara de se ferir em combate. Assim, a capitania do Rio Grande foi conquistada sem grandes dificuldades após cinco dias apenas de bombardeios.

A vitória do Rio Grande foi importantíssima para a causa holandesa. Não apenas do ponto de vista moral por ser sua primeira grande vitória, quanto do ponto de vista estratégico por deixar a Paraíba isolada e pelo importante abastecimento de carne que a capitania proporcionou. Infelizmente a guerra lhe causou grande destruição. Grande parte dos seus habitantes deixaram a região, deixando a cidade de Natal em Ruínas. Além disso, dos dois únicos engenhos da região, o de Cunhaú foi abandonado por seu proprietário fiel ao rei ibérico e o de Potengi foi destruído pelos bombardeios na guerra.

O governo da capitania hoje está nas mãos do capitão Joris Gartsmann que tem a missão de reconstruir o que sobrou dela. Ele possui uma ligação pessoal com a capitania, pois está noivo da filha do francês João Loustão de Navarra, que é dono de prósperos portos de pescarias desde o tempo da fundação da cidade de Natal. Ele também comprou o próspero engenho de Cunhaú, que fora confiscado pelos holandeses. Agora, ele deseja mais do que tudo erguer uma nova cidade que receberá o nome de Nova Amsterdã e começar obras que possam garantir o futuro da capitania.

 

Figuras Importantes

 

Joris Gartsman

O capitão Joris Gartsman está nas terras do Brasil há muitos anos. Participou da conquista do Rio Grande, ao lado do conselheiro Van Ceulen, do coronel Bijma e do traidor Calabar. Em seguida, recebeu a missão de comandar e defender a fortaleza de Van van Keulen. Essa é uma posição que mantém desde então, por mais de sete anos.

A cada ano, ele cria mais raízes nesta humilde capitania desde que se casou com a filha do rico João Loustão de Navarra, que possui vários portos de pescaria. Também arrenda parte das terras do engenho Cunhaú para produzir e vender o açúcar. Muitos holandeses, no entanto, dizem que está afeito demais aos habitantes locais.

Baltazar Wijntges

Este holandês chegou em Pernambuco cerca de um ano após a conquista a capitania do Rio Grande. Chegou a assumir um cargo no Alto e Secreto Conselho, mas algumas acusações de corrupção recaíram sobre ele de tal forma que o próprio pediu demissão do cargo.

Ele então comprou o engenho Cunhaú por 60 mil florins, pois desejava deixar a vida militar para trás. Desejava viver apenas deste seu empreendimento. Infelizmente, sua saúde hoje não está nada bem. Ele teve que se associar com o diretor Joris Gartsman para que este possa lavrar a terra em seu lugar.

 

João Loustão de Navarra

É um estrangeiro que chegou no Rio Grande durante as invasões francesas do início do século, mas desejando a paz solicitou aos portugueses para ficar nas terras potiguares. Não só foi aceito que tomasse morada na região, como ele se tornou um próspero dono de portos de pescaria ao sul da capitania, na praia de Tabatinga.

Ele já era um dos homens mais ricos da capitania do Rio Grande antes da chegada dos holandeses. Hoje, já com certa idade, busca manter as atividades que tanto lhe geraram riquezas. Felizmente, já conseguiu arranjar o casamento de uma de suas filhas com o diretor holandês Joris Gartsman, o que pode lhe render muitos bons frutos.

 

Pedro Xara de Ravasco

Hoje, um senhor de idade, este militar aposentado vive na capitania desde a fundação da cidade de natal, onde comprou uns chãos e construiu casa. Chegou a ser sargento-mor da fortaleza dos Reis Magos e tentou montar um negócio em terras às margens do rio Grande, sem obter sucesso.

Quando os holandeses conquistaram a capitania, chegou a fugir e deixar tudo para trás. No entanto, com a recente trégua entre portugueses e holandeses, retornou. Hoje, ele montou várias tarefas de escravos e trabalhadores, para lavrar a cana de açúcar nas terras do engenho Cunhaú, agora sob a jurisdição do diretor holandês Joris Gartsman. 10

 

Cristovão Álvares

Esse é um engenheiro português que trabalhará nas obras da fortaleza de van Keulen com os mestres-de-obras João Rodrigues e Antônio Pires. Ele conhece bem o projeto de sua obra que cuja fundação foi desenhada pelo padre Gaspar Samperes e o arrojado formato atual pelo engenheiro Francisco Frias.

As mudanças que se deseja fazer atualmente são mais simples. O objetivo é construir travessões ao longo da muralha e restaurar o sopé de pedra e cal. São falhas que se tornaram evidentes quando os holandeses conquistaram a capitania, mas que não serão mais problemas.

 

Manuel Rodrigues

Manuel Rodrigues Pimentel é um dos primeiros habitantes da capitania, construindo casa no sítio da cidade de Natal, onde morou. Também recebeu dois lotes de terras malsucedidos. Um, ao longo do Rio Jundiaí e, outro, do outro lado do Potengi. Teve que abandonar o investimento no primeiro lote e vender o segundo. Também foi dono de um porto de pescaria no Rio Potengi.

Hoje, Manuel Rodrigues possuiu uma posição de destaque no governo holandês. Está casado com uma das filhas de João Loustão de Navarra, sendo assim concunhado do diretor Joris Gartsmann. Assim, conseguiu o cargo de Escabino da Câmara do Rio Grande.

 

Jacob Rabbi

Leitor voraz de grandes filósofos e adorador da música renascentista, este homem foi escolhido como delegado holandês juntos aos índios do Rio Grande. Ele assumiu essa posição pelo grande fascínio que teve com pela vida dos nativos mais selvagem.

Ele assim se casou recentemente com uma índia da tribo dos Janduís, batizada de Domingas. No entanto, essa é uma tribo selvagem, canibal e sanguinária. Por isso, muitos se perguntam se ele trará a civilidade a esses índios ou se serão esses selvagens que farão aflorar o lado mais violento de Rabbi.

 

Janduí

As terras ocidentais da capitania do Rio Grande, já na fronteira com o Ceará, são povoadas por um tipo de índio mais selvagem e violento, que não fala a língua Tupi. Estes são chamados de Tararijus, da raça tapuia.

Apesar da má relação que estes violentos índios tinham com os portugueses, seu líder Janduí fez uma boa amizade com os holandeses. Ele até mesmo arranjou o casamento entre uma de suas filhas com o embaixador holandês Jacobbi Rabi. Agora, resta saber se, com a atual trégua com os portugueses, será possível tornar a convivência com os antigos colonizadores mais pacífica.

 

Clara Camarão

A tribo Potiguar é uma tribo guerreira, onde homens e mulheres empunham arcos e lanças na mão com grande bravura. Clara Camarão tomou armas ao lado do seu esposo Felipe Camarão para lutar contra os inimigos holandeses. Após muitas batalhas, lutando como uma guerreira amazona desde o primeiro dia desta guerra, Clara pode facilmente ser considerada a mulher mais letal de todo o Novo Mundo.

 

Felipe Camarão

Filho do famoso Camarão Grande que firmou as pazes entre portugueses e potiguares no Rio Grande, Felipe Camarão levado à vila de Miritibi ainda criança, onde recebeu uma boa educação jesuítica. Durante a conquista Bahia pelos holandeses, assumiu a liderança da tribo potiguar ao matar um dos seus tios que havia se mancomunado com os invasores.

Com a invasão a Pernambuco, tomou as armas novamente contra esse mesmo inimigo, se tornando um dos maiores aliados do general Matias de Albuquerque. Ele ainda é incapaz de acreditar que o rei de Portugal firmou uma aliança com os holandeses, assim o líder indígena tomou as armas mesmo contra a decisão de Sua Majestade. Deseja combater os invasores até que sejam totalmente expulsos das suas terras. Principalmente, sabendo que seu maior rival Pedro Poti, seu primo, lideras as forças indígenas portuguesas.

 

Pontos de Interesse

 

Cidade de Nova Amsterdã

A guerra obrigou os habitantes da capitania do Rio Grande a deixar as suas casas. Restaram apenas algumas propriedades privadas ao longo do Rio Grande e as ruínas do pequeno povoado que antes havia ali. Por ordem do diretor Gartsman, uma nova povoação está sendo construída, mais adentro do território que a cidade original, localizada a quatro léguas da Forte van Keulen, onde o solo é mais propício para as plantações. [Nota: atual cidade de Macaíba].

 

Fortaleza van Keulen

Arquitetada pelo famoso engenheiro Francisco Frias de Mesquita, esta fortificação possui um belo formato estrelado com uma praça quadrangular central e muros feitos com pedra de cantaria. Anteriormente se chamava Forte dos Rei Magos, mas foi renomeado em homenagem a um conselheiro holandês. Hoje está sob o comando do capitão Bijler.10 [Nota: atual Fortaleza dos Reis Magos]

Guarnição: 88 soldados

Artilharia: 10 de bronze e 16 de Ferro.

 

Câmara dos Escabinos

Em todas as capitanias conquistadas, a política holandesa estimula a criação de câmaras políticas com representantes do povo. Geralmente, formadas por dois “escabinos” que tem interlocução direta com os líderes holandeses e quatro representantes do povo. Atualmente, esses cargos são exercidos nesta capitania por:

Manuel Rodrigues Pimentel

Estevão Machado de Miranda

 

Vila de Keisers Croon

Nos últimos anos, novos habitantes têm chegado e povoado a capitania do Rio Grande. Alguns para a cidade de Nova Amsterdã, outros não querendo ficar tão distantes da costa ergueram uma pequena vila às margens do Rio Grande chamada Keiser Croon, na tradução: Coroa Imperial. [Nota: atual bairro das quintas]

 

Freguesia de Goiana

Estas terras pertenceram à líder indígena Antônia Potiguar da tribo de Goiana, cujas habilidades diplomáticas a fizerem famosa entre os portugueses. Esta região é do interesse dos holandeses graças ao projeto de abrir um canal entre a bacia hidrográfica de Guaraíra para o mar, o que facilitaria o trânsito de barcos na região. [Nota: atual cidade de Goianinha]

 

Freguesia de Mipibu

Esta é a menor das quatro freguesias do Rio Grande, formada por duas tribos indígenas chamadas Mipibu e Paraguassu. Os capitães de cada tribo são respectivamente Antônio Ataíde e Francisco Vaibitiri, estando a tribo situada entre Rio Grande e Cunhaú há 7 milhas ao sul da cidade de Natal e ao sul do Rio Grande e a 4 milhas para o interior. [Nota: atual cidade de São José do Mipibu, próximo à Lagoa do Bonfim]

 

Ilha do Flamengo

A grande lagoa de Guajirú ao norte do rio Grande possui uma ilha de ótima localização para uma casa-forte. Espera-se não apenas erguer essa fortificação no local, mas também realizar um aterro de areia que facilite sua travessia da lagoa de forma rápida, sem precisar ter que a contornar. [Nota: atual lagoa de Extremoz]

 

Ruínas de Natal

O crescimento da cidade de Natal sempre foi lento pelas limitações econômicas da capitania. Na ocasião de sua conquista, uma cidade foi fundada a uma légua da fortaleza dos Reis Magos, mas seu tamanho nunca ultrapassou mais que algumas dezenas de casas. Ainda assim, a guerra obrigou sua população a fugir e hoje ela está totalmente abandonada, restando apenas as ruínas dos casebres que foram erguidos no passado. [Nota: atual centro de Natal, na praça André de Albuquerque.]

 

Capela de Nossa Senhora do Monte

Nas proximidades das ruínas de Natal, no alto de um monte, os padres católicos construíram uma singela capela de frente a uma paisagem tão paradisíaca quanto os mares costeiros do Rio Grande. Ainda hoje, com a igreja matriz da cidade Natal arruinada, a capela tem recebido fieis que desejam orar por suas famílias. [Nota: atual Centro de Turismo de Natal]

 

Minas de Prata

Desde antes da conquista do Rio Grande, há relatos da existência de jazidas de prata no sertão do Rio Grande. Um antigo capitão-mor da Paraíba, Feliciano Coelho, disse ter visto essas minas com os próprios olhos. Dizem que o antigo proprietário do engenho Cunhaú, Jerônimo de Albuquerque, chegou a escavar metais em suas terras. Infelizmente, essas minas nunca foram encontradas, mas a lenda sobre sua existência persiste e tem fascinado o ideário holandês.

 

Salinas de Upanema

No extremo oeste da capitania, próximo da fronteira com o Ceará, os holandeses ouviram dos nativos sobre a formação de sal de muita boa qualidade nas proximidades do rio Upanema. Era a antiga terra dos Tapuia que pode ser de grande valia para adquirar esse recurso capaz de conservar a carne e salgar os alimentos.

 

Ruínas do Fortim de Cunhaú

Após a conquista do Rio Grande, as forças holandesas lideradas pelo coronel d’Artischau confiscou o engenho Cunhaú no ano de 1634. Antes teve que enfrentar um pequeno fortim com dez peças de artilharia que havia próximo. Embora esteja hoje abandonado, esta fortificação ainda pode ser encontrada no local. [Nota: pedras do fortim ainda existem numa encosta de um monte, próxima às praias de Canguaretama]

 

Freguesias e Engenhos

 

Engenho Potengi

Esta propriedade está localizada próxima do Forte de van Keulen, mas hoje está totalmente arruinado e abandonado pela guerra. Produção: Nenhuma. 10

 

Engenho Cunhaú

Construído próximo da divisa com a Paraíba, nas margens do rio Cunhaú, esta propriedade sempre foi o coração econômico da capitania, mas foi abandonado por seu proprietário em razão da guerra. Confiscado, foi vendido para pelos holandeses Baltazar Wijntges e Willen Beck por sessenta mil florins. Produção: 110 tarefas (Lavradores: Gartsman, Domingos Carvalho, Pero Gomes e Pedro Xara de Ravasco). 10

 

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