Pernambuco

A Capital da Nova Holanda

Governador: Maurício de Nassau

Capital: Mauritzstadt (2,500 habitantes) – ver figuras importantes

Número de Engenhos: 55 – ver pontos de interesse e freguesias e engenhos

A capitania de Pernambuco foi uma das poucas que obtiveram sucesso no Novo Mundo. Elas foram entregues pelo rei de Portugal ao nobre Duarte Coelho, que veio ao novo continente com sua esposa Beatriz e seu cunhado Jerônimo de Albuquerque. O casal se mostrou extremamente hábil na administração da conquista. Enquanto o rei de Portugal teve que retomar as outras capitanias fracassadas para si, Pernambuco continuou na família Albuquerque coelho pelas gerações seguintes.

Não se pode deixar de relatar, no entanto, que o cunhado, Jerônimo de Albuquerque se mostrou um explorador sem igual. Ele foi o líder que combateu a hostil tribo Tabajara que dominava o local e teve o olho perfurado por uma lança inimiga liderada pelo índio Tabira. Felizmente, a paz com a tribo inimiga quando o Jerônimo se casou com a princesa indígena Muirá Ubi, filha do cacique Tabira. Juntos, fundaram a vila de Olinda, construíram o porto do Recife, exploraram a Alagoas e muito mais. Fizeram a capitania prosperar.

De todos esses feitos, o mais importante certamente foi o cultivo do açúcar que foi incentivado pelo próprio Duarte Coelho. Não demorou para Pernambuco se tornar o maior produtor dessa especiaria, atualmente com 166 engenhos de açúcar por todo o território que foi conquistado pelos holandeses, de Alagoas ao Ceará. Exatamente, este grande sucesso da economia açucareira que atraiu os invasores holandeses que hoje dominam a região.

Governo Atual

O capitão-mor Matias de Albuquerque era neto do donatário original da capitania. Foi defendendo as terras do avô Duarte Coelho que este fez frente ao inimigo holandês que desembarcou e conquistou a cidade de Olinda, então capital de Pernambuco. Fez tamanho aperto no inimigo que este se viu obrigado a incendiar e abandonar sua conquista. Retraiu-se no porto do Recife para melhor se defender. No entanto, com as informações do mestiço Domingos Calabar, os holandeses conseguiram virar o jogo. Retomaram o mando do campo. Expulsaram Matias de Albuquerque de suas terras.

Com a vitória sobre as forças de Matias de Albuquerque, o governador holandês de toda a conquista foi enviado. O governador Nassau trouxe toda uma comitiva de políticos, pintores, cientistas, administradores e colonos para transformar essa conquista numa verdadeira região autônoma, numa Nova Holanda. Também iniciou uma série de construções civis no porto do Recife para que esta se torne uma capital digna do Brasil Holandês. E já começou a distribuir crédito aos senhores de engenho da região para renovar e expandir a economia açucareira que transformou Pernambuco numa capitania rica e próspera.

 

Figuras Importantes

 

Mauritz van Nassau

O atual govenador das terras do Brasil Holandês é um jovem fidalgo de apenas trinta e seis anos de idade. Ele nasceu no Castelo de Dillemburg, no condado de Nassau na Alemanha. Ele recebeu uma excelente educação nas Universidades da Basiléia e no Collegium Mauritianum para a nobreza protestante. Ao dezessete anos de idade, ingressou na carreira militar na guerra contra a Espanha. Muito cedo obteve um primeiro posto como alferes de cavalaria pela Ordem de São João, cuja cruz de oito pontas carrega sempre no seu peito.

Sua primeira campanha militar foi em Breda ao vinte e um anos de idade. Rapidamente, foi promovido a capitão durante a crise de Mantova. Três anos depois era coronel no cerco de Hertogenbosch. Enfim se destacou nos cercos de Maastricht e Nieuw Schenkenschans, confirmando seu prestígio e experiência militar. O convite da Companhia das Índias Ocidentais para governar as terras do Brail Holandês veio em seguida. Ele prontamente aceitou, não apenas pelo bom soldo que o ajudaria a pagar pela construção de sua custosa mansão em Haia, como pela curiosidade de conhecer terras tão distantes.

Ele chegou em Pernambuco há três anos, quando se mostrou diferente de qualquer outro comandante holandês anterior. Erudito e humanista, além de grande entusiasta das ciencias e das artes, trouxe consigo uma comitiva invejável. Constituía do paisagista Frans Post, do retratista Albert Eckhout, do cartógrafo Cornelis Golijath, do astrônomo Georg Marcgraf e do teólogo Francis Plante. Vieram ainda três vidraceiros, um entalhado, dezoito criados e seu médico pessoal Willen van Milaenen. No entanto, seu destaque maior não foi na arte e ciência, mas sim nas relações amistosas que foi capaz de estabelecer com os comerciantes e latinfundiários da terra.

Maurício de Nassau foi especialmente bem sucedido em atrair os os portugueses com empréstimos concedidos pela Companhia das Índias Ocidentais para que restaurassem seus engenhos e restabelecessem a produção de açúcar. Também conseguiu criar um clima de tolerancia religiosa e convívio social   que nem mesmo na Europa é capaz de se encontrar. Enfim, decidido a transformar Pernambuco numa moderna capital, determinou o projeto da cidade Maurícia com projetos de canais, diques, pontes, palácios, jardins museus e observatórios astronômicos. Realmente, é um jovem e ambicioso rapaz, que tem o potencial para revolucionar o Novo Mundo.

 

Charles de Toulon Jr.

O major Charles de Toulon já está no Novo Mundo há muitos anos. Já era capitão nos primeiros anos da guerra, quando se avançou pela primeira vez contra o forte Real de Bom Jesus no terceiro ano da guerra. Estava no posto de Major quando participou da sua conquista da fortaleza sob o comando o coronel d’Artischau. Enfim, quando o governador Nassau chegou em Pernambuco, percebeu que este comandante era um homem de valor e experiência. Ele elevou o Major Toulon ao cargo de comandante de sua guarda pessoal. Ele se tornou o segundo em comando da capitania, atrás apenas do governador.

Infelizmente, uma nódoa atingiu a biografia do major. Descobriu-se que seu pai, que lutou por anos ao lado dos holandeses, era um espião que trabalhava para o Reino da Espanha. Todos agora se perguntam se o filho também pode ser um agente infiltrado. Essa desconfiança se tornou ainda maior após seu casamento com Ana Paes, que todos sabem possui ligações com forças inimigas. Cabe agora ao major provar sua inocência. Felizmente, o governador Maurício de Nassau acredita na sua fidelidade à causa holandesa.

 

Daniel Alberti

Daniel Alberti está no Brasil há dois anos. É um homem culto e inteligente, que aprendeu bem a língua portuguesa. Ele já assumiu o cargo de Diretor da Paraíba por um curto período de tempo, mas hoje é um dos nove membros do Conselho de Justiça. Como membro do Conselho de Justiça, recebeu a função de traduzir aos portugueses as instruções sobre o funcionamento das Câmaras de Escabinos. Está fazendo um trabalho tão bem feito e tão próximo aos residentes portugueses que tem se destacado junto ao governador Nassau. Este tem cogitado o promover ao cargo de seu Secretário Pessoal ao fim do seu mandato de conselheiro.

 

Jan Alewijn

Jan Alewijn possui o importante cargo de Diretor de Mercadorias. Cabe a ele definir quais são os bens pertencentes a Companhia das Índias Ocidentais e quais são pessoais. Ele trabalha incessantemente no porto do Recife na fiscalização dos navios. Assim, se alguém deseja contrabandear alguma mercadoria que não lhe pertença para dentro ou fora do Brasil, este é o homem a quem se temer.

 

Jacob Alrichs

Este homem já chegou nas terras brasileiras como o encarregado da contabilidade do governo holandês, por decisão dos diretores da Companhia das Índias Ocidentais. Chegou no mesmo tempo do governador Nassau, de forma que está nesse cargo há três anos Recentemente, a morte do conselheiro de justiça Sebastiaan van Hoogeveen trouxe grande oportunidades para este mero contador. Com o favor do governador Nassau, Jacobs Alrichs é o mais cotado para assumir a vacância do finado no Conselho de Justiça.

Dr. Willem Piso

Quando o médico pessoal do governador chamado Guilherme van Milaenen morreu de alguma doença tropical assim que chegou nessas terras recém-descobertas, o governador Maurício de Nassau logo chamou um substituto. Escolheu Willem Piso para essa função. É um homem de vinte e nove anos, formado em medicina pela universidade de Leiden.

A amizade com o governador logo floresceu e a curiosidade pelas pesquisas científicas logo o contagiou. Passou assim os últimos dois anos no Brasil pesquisando sobre doenças tropicais e animais peçonhentos. Ele se tornou um estudioso do naturalismo e espera escrever um livro sobre suas descobertas com o cientista Georg Marcgraf. Para sua alegria, o livro já está em fase bem avançada de desenvolvimento.

 

Georg Marcgraf

George Marcgraf veio na comitiva trazido pelo governador Nassau ao Novo Mundo. É um grande estudioso naturalista alemão de trinta anos de idade, com formação em matemática, história natural, astronomia e medicina. Logo que chegou realizou uma expedição à capitania do Ceará, quando catalogou muitas espécies nunca antes descobertas.

Agora, este intrépido cientista planeja sua segunda expedição ao lado do amigo Willem Piso para outras regiões das terras brasileiras. Juntos, ambos planejam escrever um livro sobre a “História Natural” do país. No entanto, antes de partir nessa nova expedição, deseja certificar que seus cálculos estejam corretos para o próximo eclipse. Este ocorrerá em algumas semanas e será o primeiro eclipse devidamente documentado no Novo Mundo.

 

Pieter van der Hagen

Mesmo as melhores maçãs de um pomar podem se tornar podres sem que haja explicação e o mesmo acontece entre os melhores homens. Anos atrás o problema foi o professor Johan Bodecher Banning, conceituadíssimo físico e filósofo da universidade de Leiden, que acabou caindo numa vida de álcool, prostitutas e intrigas com seus colegas do Conselho Político.

Quando enfim se livraram deste problema que o professor Banning se tornou o mandando de volta para a Holanda, foi a vez de Pieter van der Hagen tomar o seu lugar. Este homem que esteve em Pernambuco durante os primeiros anos da conquista e há alguns meses retornou ao novo Mundo com a missão de coordenar os cobradores de impostos para a Companhia das Índias Ocidentais. No entanto, este não esperava a brutalidade desses cobradores.

Detentor de um grande coração, Pieter van der Hagen está prestes a pedir demissão do cargo alegando que “não beberá do sangue de viúvas ou órfãos”, “nem se sentará com velhacos”. Agora, em constante conflito com seus pares, está sempre nas tavernas do Recife, bebendo e caluniando a administração pública. Não é à toa que já se começa um movimento para enviá-lo de volta para a Holanda.

 

Theodosius l’Emperour

Comerciante importante

 

Dominus Joaquim Soler

Dos onze pregadores da igreja reformada que hoje residem no Brasil Holandês, só um tem o conhecimento da língua portuguesa. O dominus Vicente Joaquim Soler chegou ao Novo Mundo antes mesmo do governador Nassau. Ele nasceu e foi criado na Espanha, mas sofreu forte perseguição por causa de sua crença calvinista. Ele fugiu assim para a França e depois para a Holanda.

Ele foi contratado pela Companhia das Índias Ocidentais para pregar o calvinismo entre os soldados franceses por conhecer a língua deles, mas desde o começo se incumbiu da missão de pregar sua crença aos povos nativos. Hoje, diferente dos outros pregadores que exercem sua função entre os holandeses, o dominus Soler se ocupa mais de ensinar o calvinismo aos portugueses e índios, sendo assim considerado o primeiro missionário protestante do Brasil.

Recentemente, para alguém como este dominus que nunca teve papas na língua e sempre foi bom em apontar os erros dos outros, uma grande nódoa tem recaído sobre sua honra. Ele trouxe a Pernambuco sua esposa e filha Margarida. Desejava assim criar sua família nos preceitos da vida Cristã nestas terras que Deus lhe trouxe. No entanto, a bela Margarida caiu nas graças do governador Mauritz van Nassau. Ambos viveram um romance, sem que o governador quisesse oficializar a união, preferindo viver em pecado da carne.

Com a relutância do governador em oficializar e se casar com Margarida, o dominus fez de tudo para acabar com a relação pecadora. Felizmente, parece que essa novela chegou ao fim. O dominus conseguiu arranjar um bom casamento para sua libertina filha com um rico senhor de Engenho pernambucano, de forma que assim ela poderá esquecer o governador.

 

Margarida Soler

A bela Margarida sempre se sentiu sufocada por ser filha do famoso pregador calvinista Joaquim Soler. Sempre precisava parecer perfeita diante de todos. Tudo mudou quando conheceu o governador Maurício de Nassau, por quem se apaixonou perdidamente. Ambos viveram um tórrido caso de amor. Enfim, ela se sentiu feliz e livre, até seu pai descobriu o caso de amor.

O seu pai confrontou o governador Nassau. Disse que ele deveria se casar com sua filha por tê-la feito sucumbir ao pecado, mas o governador não aceitou. Não estava nos seus planos se casar em idade tão jovem. Assim, o dominus ficou arrasado. Sentiu as dores da desonra sobre seu nome. Felizmente, o próprio Nassau encontrou uma solução para o problema.

O governador Nassau conseguiu um casamento para a bela Margarida com um homem que sequer tem afeição pela anatomia feminina. Era o casamento arranjado perfeito para que o tórrido romance continuasse. Todos estariam felizes. O senhor de Engenho ficaria mais rico com o casamento de fachada. O pai ficaria contente por sua honra restaurada. E ambos Margarida e Nassau poderiam viver felizes para sempre.

Infelizmente, esta com certeza não é uma história que acabará num final feliz. Margarida vem notando que Nassau está perdendo o interesse nela. Surgem os rumores que ele tem cortejado outra moça, filha de um sargento holandês. Para piorar a situação, o pai dela recentemente ouviu rumores que, após meses de casamento, a moça nunca sequer foi tocada pelo esposo. Nunca houve consumação. Era tudo arranjado. Agora, a jovem está desesperada com o que pode acontecer.

 

Ana Paes de Azevedo

Essa jovem mulher nasceu na cidade de Salvador, mas em tenra idade se casou com um nobre militar português chamado Pero Correia da Silva. O casal recebeu o engenho Casa Forte pelo dote do seu casamento e viviam tranquilamente de sua produção. Infelizmente, a chegada dos holandeses mudou a vida de Ana Paes por completo. O marido pegou as armas para combater o invasor nas praias pernambucanas, mas acabou morrendo em combate. Aos dezoito anos de idade, Ana Paes de Azevedo estava viúva.

Ela tomou o controle do engenho, que fora do seu pai Jerônimo de Azevedo. Passou a auxiliar Matias de Albuquerque em sua guerra contra o invasor, assim como fizeram todos os senhores de engenho à época. No entanto, com a vitória holandesa sobre o capitão-mor, Ana Paes se viu obrigada a aceitar o passaporte holandês. Estava determinada a continuar o próspero negócio que herdou do pai. No entanto, recentemente, reencontrou alguém que há anos não via. O soldado paraibano André Vidal de Negreiros surgiu em sua casa-grande sem avisar.

Ana Paes e André Vidal de Negreiros viveram um grande amor quando eram adolescentes. O reencontro gerou frutos. Ambos noivaram. As núpcias estavam programadas. Infelizmente, André Vidal de Negreiros é incapaz de aceitar o governo holandês, mesmo sabendo que o próprio Rei de Portugal já o aceitou. O noivo assim deixou as terras de Pernambuco para trás para iniciar uma insurreição contra os invasores. Por outro lado, Ana Paes não aguenta mais a guerra. Só quer viver em paz no seu engenho. Os planos do casal se tornaram impossíveis de se conciliar. Esse foi o motivo pela qual aceitou a proposta de casamento com o major Charles de Toulon. Ela deseja esquecer o seu primeiro e grande amor.

 

João Fernandes Vieira

A infância de João Fernandes Vieira na ilha da Madeira não foi nada fácil. Uma crise econômica na região e problemas familiares o deixaram extremamente inconformado com sua vida. Aos onze anos de idade, tomou a decisão de fugir de casa. Embarcou no primeiro navio para o Novo Mundo. Deixou o passado para trás. Chegou em Pernambuco, onde passou a viver de esmolas. Felizmente, um açougueiro e sua esposa o adotaram e ensinaram o ofício do abatedouro. O rapazote sempre acreditou que viveria deste negócio, que acabou herdando dos pais adotivos.

A chegada dos holandeses mudou seus planos por completo. Ambas Olinda e o Recife foram conquistadas. Toda a população fugiu para o forte Real de Bom Jesus com o capitão-mor Matias de Albuquerque. O rapaz tomou uma função nesta guerra na manutenção dos mantimentos pelos cinco anos que durou a resistência. Enfim, quando o Real de Bom Jesus foi conquistado pelos holandeses, João Fernandes Vieira era um dos quinhentos homens que se mantiveram no local para a sua defesa. Era necessário se manter a posição pelo máximo de tempo possível para que Matias de Albuquerque evacuasse toda população até Salvador. Ainda resistiram por três meses até a capitulação do Forte Real de Bom Jesus.

Capturado pelos holandeses, diferente do esperado, João Fernandes Vieira caiu nas graças dos holandeses. As más línguas contam que ele os auxiliou na extorsão dos moradores por saber da riqueza de cada um. Sabe-se apenas que o rapaz fez uma grande amizade com o conselheiro holandês Jacob Stauchower, pois o ensinou o funcionamento de um engenho de açúcar. Recentemente, com a partida do conselheiro para Holanda, ele deixou o rapaz a cargo de todos os seus engenhos.

Hoje, com vários engenhos à sua disposição e acesso a todo o crédito financeiro que os holandeses podem fornecer, João Fernandes Vieira se tornou uma das mais proeminentes figuras do Brasil Holandês. Possui um cargo político na Câmara dos Escabinos do Recife, tem feito fortuna com o negócio do açúcar e os jantares que realiza frequentemente em sua mansão são os eventos mais apreciados pela elite holandesa.

 

Pontos de Interesse

 

Porto do Recife

Durante anos, nos momentos de tanto aperto que incendiaram a vila de Olinda, só restou aos holandeses a ilha de Antônio Vaz e o porto do Recife. Eram sempre mais de quatro mil soldados confinados nestas pequenas terras. Eles não tinham outra coisa a fazer além de fortificar. O Recife se tornou assim um conglomerado de fortes bem armados e bem desenhados, preparados para combater qualquer inimigo. O porto está cercado todo por água, com exceção do caminho que vai para Olinda. É fortificado com dois baluartes, sendo um de pedra com 7 canhões de bronze e um de terra com 5 canhões de bronze e 2 de ferro. Ambos são interligados por uma paliçada com mais 2 peças de bronze e três de ferro ao seu largo. Antes da chegada dos holandeses, não havia mais que algumas dezenas de casas, no entanto, agora é o centro da capitania com centenas dessas casas civis construídas. Já não espaço para mais, de forma que o governador Nassau precisa expandir agora para ilha de Antônio Vaz. Suas guarnições estão sob o comando do capitão Daultry.

Artilharia: 14 de bronze e 5 de ferro

Guarnição: 135 homens

 

Rua do Bode

Esta é certamente a rua mais movimentada do porto do Recife. Recebeu seu nome pelo destacamento militar chamado de ‘os Bodes”. É uma das poucas ruas calçadas em pedra. Ela se inicia diretamente no Mercado da cidade, onde se vendem peixes, carne fresca, frutas, tecidos e muitos mais. Por um lado, se encontram a Sinagoga dos judeus, que controlam o comércio local e a casa de Jacob Baire facilmente identificada pela estátua de um homem barbado vestido numa túnica. Do outro lado, está a praça da cidade, que se possui caminho direto aos armazéns do porto, onde os navios ancorados podem ser avistados. Por fim, esta rua termina na entrada da Balsa que faz o transporte diário dos habitantes do porto do Recife para a ilha de Antônio Vaz.

 

Ilha de Antônio Vaz

Já não há mais espaço para crescer na cidade construída no porto do Recife. Assim, o governador Nassau desejar estimular enormemente o povoamento da ilha de Antônio Vaz, que está adjacente ao porto, do outro lado do rio Beberibe. Esta ficará entre os fortes Ernesto e Cinco Pontas, já recebendo o pomposo nome de Mauritistadt, ou cidade Maurícia, em homenagem ao governador. Uma ponte já está projetada para interligar essas duas povoações, cujo transporte hoje é feito por uma balsa. Também já se iniciou a construção do Palácio de Friburgo no local, que será a residência do governador. Tudo isso com o intuito de acelerar esse processo de povoamento. Assim, a ilha que era praticamente deserta antes da chegada dos holandeses se prepara para se tornar a capital da nação holandesa no Novo Mundo. Já há guarnições de soldados no local, todas elas sob o comando do próprio governador.

Guarnição: 293 homens

Artilharia: Nenhuma

 

Forte Bruyne

É um belo forte quadrangular situado entre o rio Beberibe e o mar, no caminho que vai de Recife para Olinda, com dois baluartes completos e dois meio-baluartes. Estes meio-baluartes estão voltados para o mar com as extremidades interligadas por uma linha de paliçadas, que é à prova de mosquetes. O forte é todo defendido por uma sólida muralha, mas em razão de sua localização na praia não pode ter fosso, por isso é cercado por duas linhas de paliçadas com estacas por cima. Na estrada entre seu portão principal e a cidade de Olinda, há um pequeno reduto quadrangular que é chamado de Madame Bruyne, com muralha razoável cercado por cestões cheios de terra e guarnição para vinte homens. Ambos estão sob o comando do capitão Ghijselin.

Guarnição: 125 homens.

Artilharia: 9 de bronze.

 

Forte Waerdemburch (do Triângulo)

É um forte quadrangular, com baluartes em apenas três de suas quatro pontas, por isso, é chamado Forte do Triângulo. Está situado numa pequena ilha na confluência dos rios Beberibe e Capiberibe, tendo seus três baluartes voltados para a terra-firme das Salinas enquanto a parte não protegida está voltada para a cidade do Recife.  Suas guarnições estão sob o comando do capitão Pieron.

Guarnição: 142 homens

Artilharia: 5 peças de bronze

 

Castelo da Terra (São Jorge)

Chamado pelos portugueses de São Jorge, este é um forte quadrangular no caminho entre o forte Bruyne e a cidade do Recife. Foi todo construído em pedra de cantaria. O lado do rio é curvado de modo de tenalha, de modo que este também pode ser parcialmente flanqueado. Em uma das pontas, para o lado de Olinda, há um bastião com meio-baluarte. Nas outras três pontas, uma possui baluarte completo e as outras duas pontas possuem meio-baluartes sem bastiões. Está sob o comando do major Pierre Le Grand e do capitão Van Els.

Guarnição: 193 homens

Artilharia: 13 de Ferro

 

Castelo do Mar

É um castelo octogonal, sem flancos, construído com pedras de cantaria, certamente, a grande custo. Está num arrecife, no meio do mar, na entrada do porto do Recife, sendo acessível apenas por meio de barcos.

Guarnição: Não descrito

Artilharia: 7 de bronze

 

Forte Ernesto

É um belo forte quadrangular construído na base de um convento. Possui dois baluartes completos e dois meio-baluartes em suas pontas. Estes meio-baluartes estão para o lado do rio, cujas extremidades estão interligadas por um muro que corre ao longo do rio e possui uma estacada no meio. Tem uma muralha bem pesada e um largo fosso ao redor. No entanto, estes fossos não são profundos profundo por causa da água que irrompe e das areias que escorrem. Possui ao seu redor cinco baterias de artilharia, além de estacadas de madeira. Está sob o comando do major Bayert e do capitão Waleen.

Guarnição: 180 homens

Artilharia: 5 de bronze

 

Forte Frederick Hendrick / Cinco Pontas

É um grande forte pentagonal com baluartes completos. Tem uma pesada muralha com parapeitos e uma paliçada de madeira ao redor. O fosso foi bem aprofundado, sobre o qual há uma ponte levadiça., além de uma saída em abóbada com uma casinha por cima e um portão novo a fechando. Possui quartéis sofríveis, uma boa casa de pólvora e baterias de artilharia em suas cinco pontas e outras dez nos flancos. Está sob o comando dos capitães Steffery e Falloo. Fora, este forte possui apoio de dois redutos em madeira, chamados de “Pedra de Fora” e “Kijk in de Pot”, que lhes protegem o caminho.

Guarnição: 230 homens

Artilharia: 8 de bronze

 

Forte Prince Willem

É um grande forte quadrangular, situado no rio dos Afogados, com quatro baluartes completos. Tem forte muralha e parapeitos, com duas baquetas fora, na berma, com paliçada. Um fosso, bem largo e razoavelmente profundo, o circunda. Dentro há bons quarteis, corpo de guarda e casa de pólvora, com uma nova porta abobadada. Sobre o qual está o alojamento dos comandantes, que são os capitães Rembach, Muiseenburch e Van Werten

Guarnição: 263 homens

Artilharia: 8 de bronze e 1 de ferro

 

Câmara de Mauritizstadt

Em todas as capitanias conquistadas, a política holandesa estimula a criação de câmaras políticas com representantes do povo. Em Pernambuco, cuja administração direta é do governador Nassau, há três escabinos que são escolhidos pelo governo holandês e quatro representantes do povo para cada uma das seis freguesias da capitania. Atualmente, estes são:

Gaspar Dias Ferreira (escabino)

Gregório de Barros Pereira (escabino)

Cosmo de Crasto Passos (escabino)

Bernadim de Carvalho (Várzea)

Antônio de Oliveira (Várzea)

Antônio Cavalcanti (Várzea)

João Fernandes Vieira (Várzea)

Pedro Marinho Falcão (Cabo)

Luís de Paiva Barbosa (Cabo)

Miguel Paes (Cabo)

Gaspar da Silva (S. Louranço)

Amau de Holanda (S. Lourenço)

Gaspar Pereira (S. Lourenço)

Paulo Araújo de Azevedo (Muribeca)

Diogo Araújo de Azevedo (Muribeca)

Fco. de Souza Bacelar (Muribeca)

Fernão do Vale (Muribeca)

Antônio de Bulhões (Guararapes)

Belquior Velho (Guararapes)

Antônio da Rocha Bezerra(Jaguaribe)

Simão Gonçalves Atalaia (Jaguaribe)

 

Ruínas de Olinda

A grande missão dos primeiros invasores, que estavam sob liderança do coronel Van Waerdenburch era exatamente conquistar a vila de Olinda, como de fato fizeram. Afinal, esta era a capital de Pernambuco e a cidade mais rica de todas as capitanias ao norte. Seria a joia da conquista! Todos foram tomados de surpresa quando o coronel Van Waerdenburch decidiu incendiá-la. Ele argumentou que era um campo de dificílima defesa. Era mais fácil a destruir e fortificar-se no porto do Recife. Já se passaram nove anos desde essa ocorrência e até hoje só se encontram escombros dela.

 

Obras da Igreja Reformada

Existem planos do governador Nassau para reconstruir a vila de Olinda. O maior projeto para este fim é a construção de um templo para a religião Clavinista. O sucesso do projeto pode ser atribuído ao empenho do dominus Joaqui Soler, que sozinho conseguiu reunir os fundos necessários. Foram quatro mil florins graças à a intercessão de seu amigo Rivet frente aos diretores da Companhia das Índias Ocidentes. Outros quatro mil florins foram conseguidos por intermédio direto junto ao governador Nassau, procedente duma multa imposta a um judeu blasfemo. O engenheiro Pistor já apontou o melhor terreno para a igreja e as obras acabaram de começar

 

Pedras do Forte Bom Jesus

Desde a chegada dos holandeses em Pernambuco, conquistando a cidade de Olinda, o capitão-mor Matias de Albuquerque agrupou uma força de resistência. A população civil que evacuou a vila de Olinda foi realocada a não mais que uma légua de distância ao local que cresceu no Forte Real de Bom Jesus. Estas forças de Matias de Albuquerque foram responsáveis por muitas mortes holandeses e por manter os engenhos fieis a Coroa Ibérica. Tanto foi o mal que causou aos holandeses, que o coronel d’Artischau disse: quando conquistasse o forte, ele o destruiria até a última pedra. Hoje, realmente não sobrou mais pedra sobre pedra do lugar.

 

Buraco de Santiago

Esta era uma região de mangues que existia entre os rios Beberibe e Jaguaribe. A lama negra, a água pantanosa, o mau cheiro, os mosquitos e os densos galhos retorcidos transformaram o lugar num ótimo esconderijo. Era um dos principais pontos de emboscada contra os holandeses que o capitão da resistência Luís Barbalho Bezerra perpetrava contra o inimigo.

 

Trincheiras das Salinas

Antes da construção do forte Waerdenburch, as terras do outro lado do rio Beberibe, defronte à ilha de Antônio Vaz e o Porto do Recife, foram transformadas num reduto de guerra. A casa que pertenceu a Francisco Rêgo recebeu paliçadas, guarnição e artilharia. Com a fuga de Matias de Albuquerque da capitania, hoje está totalmente abandonada e arruinada.

 

Freguesias e Engenhos

 

A capitania de Pernambuco é a cabeça de todo Brasil Holandês. É certamente a mais povoada, mais economicamente ativa e a mais antiga de toda a região. Tem sua capital na cidade do Recife, estando dividida em seis freguesias. As três primeiras são: 1) a Várzea, que estão às margens dos rios Beberibe, adjacente à capital; 2) Jaguaribe, que fica ao norte da capital; 3) São Lourenço, que fica a oeste da capital, mais ao interior; 4) Guararapes, também chamada de Santo Amaro, que fica ao sudoeste da capital; 5) Ipojuca, que fica ao sul da capital, ao longo da costa; e 6) Cabo de Santo Agostinho, que fica no extremo sul e divide sua jurisdição com Serinhaém.

 

Freguesia da Várzea

A região da Várzea fica às margens dos rios Beberibe e Capibaribe, se iniciando desde a capital no Recife até os sertões mais longínquos que seus vinte engenhos de açúcar alcançam até se iniciar a a freguesia de São Lourenço. Os representantes desta freguesia na câmara do Recife são:

Bernadim de Carvalho

Antônio de Oliveira

Antônio Cavalcanti

João Fernandes Vieira

 

Engenho de São Braz

É um bom engenho de água na freguesia da Várzea que possui moenda. Pertence a Antônio da Silva Barbosa. Produção: 40 tarefas (Lavradores: Antônio Cavalcanti, Pedro da Costa Favilha e Manuel de Figueiredo).

 

Engenho Nossa Senhora do Rosário

É um bom engenho de bois na freguesia da Várzea que possui moenda. Pertence a Jacques Hack. Produção: 70 tarefas (Lavradores: João Peres Correia, Simão Martins, Jacques Hack, Nicolaes Hack e o partido da fazenda).

 

Engenho de São Sebastião

É um bom engenho de bois na freguesia da Várzea que possui moenda. Pertence a Pedro da Cunha Andrade. Produção: 105 tarefas (Lavradores: o partido do engenho, Bernardim de Carvalho, Manuel Álveares, Antônio de Oliveira e Domingos de Abreu).

 

Engenho de São Paulo

É um bom engenho de bois na freguesia da Várzea que possui moenda. Pertence a Henrique Afonso. Produção: 62 tarefas (Lavradores: o partido da fazenda, Antônio da Silva e Sebastião Carvalho).

 

Engenho de São Timóteo

É um bom engenho de bois na freguesia da Várzea que possui moenda. Pertence a Antônio Fernandes Pessoa. Produção: 60 tarefas (Lavradores: Manuel Gonçalves, Miguel Ferreira e partidos livres).

 

Engenho de Maria Barrosa

É um bom engenho de água na freguesia da Várzea que possui moenda. Pertence a Maria Barrosa. Produção: 36 tarefas (Lavradores: Jerônimo Luís e Francisco Gonçalves Bastos).

 

Engenho Carlos Francisco

É um bom engenho de água na freguesia da Várzea que possui moenda. Pertence a Jacob Stachouwer. Produção: 135 tarefas (Lavradores: o partido da fazenda, Hugo Graswinckel, Allaert Holl e Antônio Pereira).

 

Engenho de Marcos André

É um engenho na freguesia que está arruinado, mas as obras de restauração já começaram de forma que moerá no ano vindouro. Produção: Nenhuma.

 

Engenho de Santa Madalena

É um bom engenho de bois na freguesia da Várzea que possui moenda. Pertence a João Mendonça. Produção: 104 tarefas (Lavradores: o partido da fazenda, Gaspar Vaz Pinto, Pero Dias Farado, Pero Luís Álvares, João Daymar e Antônio Fonseca).

 

Engenho São Jerônimo

É um bom engenho de água na freguesia da Várzea que possui moenda. Pertence a Luís Bezerra. Produção: 55 tarefas (Lavradores: o partido da fazenda, Domingos Mix Dinis, João Álvares, Francisco Gonçalves Barreto, Beatriz Cala e Maria de Lisboa).

 

Engenho Santo Antônio

É um bom engenho de bois na freguesia da Várzea que possui moenda. Pertence a Francisco de Brito Pereira. Produção: 77 tarefas (Lavradores: Manuel Branco Gaifar, Miguel Dias de Sá e Cosmo de Abreu Pereira).

 

Engenho Apipucos

É um engenho de água, localizado na freguesia da Várzea, que possui moenda. Pertence a Gaspar de Mendonça. Produção: Não indicado.

 

Engenho São Pantaleão

É um engenho, localizado na freguesia da Várzea, que está totalmente arruinado. Pertence a Francisco Monteiro Bezerra. Produção: Nenhuma.

 

Engenho de Dona Catarina

É um engenho, localizado na freguesia da Várzea, que está totalmente arruinado. Pertence a Dona Catarina. Produção: Nenhuma.

 

Engenho Três Reis Magos

É um bom engenho de bois na freguesia da Várzea que possui moenda. Pertence a Willem Schott e Christoffel Eyerschettel. Produção: 72 tarefas (Lavradores: o partido da fazenda, Lourenço Nunes, Jan Barentsz e Domingos Martins).

 

Engenho Martitu

É um engenho de bois na Várzea que Charles de Toulon construiu recentemente e deve logo começar seu funcionamento. Produção: Nenhuma

 

Engenho São Tomé

É um engenho de bois na Várzea recentemente construído e que deve logo começar seu funcionamento. Produção: Nenhuma

 

Engenho Tisepeó

É um engenho, localizado na freguesia da Várzea, que está totalmente arruinado. Pertence a Antônio Fernandes Pessoa. Produção: Nenhuma.

 

Engenho Nossa Senhora das Chagas

É um engenho, localizado na freguesia da Várzea, que está totalmente arruinado. Pertence a Diogo da Costa Maciel, que hoje vive numa extrema pobreza. Produção: Nenhuma.

 

Engenho Camaragibe

É um engenho, localizado na freguesia da Várzea, que está totalmente arruinado. Produção: Nenhuma.

 

Engenho Nossa Senhora do Rosário

É um engenho de bois na freguesia que está arruinado, mas as obras de restauração já começaram de forma que moerá no ano vindouro. Pertence a Antônio Borges. Produção: Nenhuma.

 

Freguesia de São Lourenço

As terras de São Lourenço se encontram no extremo oeste da capitania, desaparecendo junto com os desconhecidos sertões, que são os limites do mapa conhecido. Existem atualmente sete engenhos no local, sendo os representantes desta freguesia na Câmara do Recife relacionados abaixo.

Gaspar da Silva

Amau de Holanda

Gaspar Pereira

 

Guarnições de São Lourenço

A freguesia de São Lourenço é o extremo da capitania na direção ao interior, sendo assim a entrada para o desconhecido sertão pernambucano. Por esta razão, o local está bem guarnecido de soldados, com quatro companhias de infantaria que são lideradas respectivamente pelo major Mansvelt, Major Picaert, o capitão Logman e uma quarta companhia que foi do coronel d’Artischau.

Guarnição: 442 soldados

 

Engenho São Bento

É um bom engenho de água na freguesia de São Lourenço que possui moenda. Pertence a Francisco Nunes Barbosa. Produção: 101 tarefas (Lavradores: João de Matos, Jacob Vermeulen, Bastião Ferreira, Isabel Vieira e Manuel Filipe Soares).

 

Engenho Moribara

É um bom engenho de água na freguesia de São Lourenço que possui moenda. Pertence a Fernando Soares da Cunha. Produção: 54 tarefas (Lavradores: Fernando Soares da Cunha, Francisco Velho Tinoco, Maria de Abreu, Maria Antunes e Luís Garcez).

 

Engenho Nossa Senhora de Monserrate

É um bom engenho de bois na freguesia de São Lourenço que possui moenda. Pertence a Antônio Rodrigues Moreno. Produção: 100 tarefas (Lavradores: cinco lavradores não indicados).

 

Engenho São João

É um bom engenho de bois na freguesia de São Lourenço que possui moenda. Pertence a Arnáo de Holanda, que também foi seu fundador. Produção: 60 tarefas (Lavradores: o partido da fazenda).

 

Engenho Maciape

É um bom engenho na freguesia de São Lourenço que possui moenda. Pertence a Paulus Vermeulen cum socio. Produção: Não indicado.

 

Engenho Masurepe

É um bom engenho de água na freguesia de São Lourenço que possui moenda. Pertence à Ordem dos Monges Beneditinos. Produção: 70 tarefas (Lavradores: o partido da fazenda, Frutuoso Dias e João Mendes Flores).

 

Engenho de Diogo da Costa Maciel

É um engenho, localizado na freguesia de São Lourenço, que está totalmente arruinado. Pertence a Diogo da Costa Maciel, que hoje vive na pobreza. Produção: Nenhuma.

 

Freguesia do Jaguaribe

A freguesia do Jaguaribe está localizada ao norte rio do mesmo nome, a partir da cidade de Olinda até a jurisdição de Igarassu. Desde a destruição da vila de Olinda, que a freguesia não passa de casas espaçadas com apenas um engenho em seus terrenos. Felizmente, a ordem para a reconstrução da cidade de Olinda foi dada pelo governador Nassau. Os representantes desta freguesia na Câmara do Recife são:

Antônio da Rocha Bezerra

Simão Gonçalves Atalaia

 

Guarnições do Jaguaribe

A cidade de Olinda já foi a cabeça de toda Pernambuco, mas hoje não passa de ruínas. Felizmente, um novo plano para a reconstrução da cidade teve início. O primeiro passo foi colocar duas companhias de infantaria em seu terreno para dar seguranças aos seus moradores. Essas companhias estão sob o comando do Major Pierr Le Grand e do capitão van Els.

Guarnição: 193 soldados

 

Engenho de Francisco Mendes Flores

É um bom engenho de água na freguesia do Jaguaribe que possui moenda. Pertence a Francisco Mendes Flores, mas está arrendado à Antônio da Rocha Bezerra. Produção: 60 tarefas (Lavradores: o partido da fazenda).

 

Freguesia dos Guararapes

Em Construção

 

Freguesia do Cabo

Em construção

 

Freguesia de Muribeca

Em construção

 

Engenho de ???

É um bom engenho em ??? que possui moenda. Pertence a ???. Produção: ??? tarefas (Lavradores: Pero Ferreira da Silva, Julião de Lima e Gonçalo Domingos).