Itamaracá

A Ilha do Mais Fértil Solo

Governador:  Jan Jacobs Wijnants

Capital: Vila Conceição – ver figuras importantes

Número de Engenhos: 23 (1.227 tarefas) – ver pontos de interesse e freguesias e engenhos

A capitania de Itamaracá do Itamaracá foi doada ao irmão de Martim Afonso de Sousa, o primeiro colonizador das terras do Brasil e fundador de São Vicente. Este irmão Pero Lopes de Sousa era também um grande navegador e bravo explorador. Ele ainda veio conhecer as terras que recebeu da Coroa Ibérica. Realizou uma expedição que livrou a costa de piratas franceses que contrabandeavam Pau-Brasil. Fundou uma a vila de Conceição, capital da capitania. Infelizmente, antes que pudesse colonizar suas terras em Itamaracá, seu navio naufragou na costa da África.

A capitania voltou às terras da Coroa, que a entregou ao administrador real João Gonçalves. Este conseguiu atrair senhores de engenho pernambucanos à ilha de Itamaracá e expandir a produção açucareira graças ao bom solo da ilha. O pequeno povoado de vila Conceição começou a crescer. No entanto, um devastador ataque indígena, no evento conhecido como Massacre de Tracunhaém, atrasou enormemente o crescimento da capitania. Este evento foi causado pelo filho de um senhor de engenho que se apaixonou por uma princesa indígena, mas o pai dela só aceitou que se casassem se residissem na aldeia.

Os recém-casados, contra a solicitação paterna, fugiram para o dito engenho. Mesmo após muitas negociações, em que participaram os tribunais pernambucanos, o filho não aceitou voltar para aldeia ou devolver a filha. A retaliação do líder indígena incendiou e destruiu todos os engenhos da região e iniciou a guerra luso-potiguar que durou 25 anos e só se encerrou com a vitória ibérica na capitania do Rio Grande, sob os quais o então capitão-mor da ilha Pero Lobo combateu com galhardia.  Só após esses eventos, a capitania voltou a crescer. Felizmente, o solo da ilha é tão fértil e propício à produção de açúcar, que em poucas décadas, só na ilha, vinte novos engenhos de açúcar foram construídos e na terra firme há outra quantidade semelhante.

Governo Atual

A ilha de Itamaracá foi uma das poucas vitórias holandesas nos primeiros anos da guerra. O tenente-coronel Steyn-Callenfels avançou sobre uma das barras da ilha e construiu o Forte Orange. Mesmo com essa vitória, a vila de Conceição se manteve sob o comando do capitão-mor Salvador Pinheiro na região central da ilha. E assim Itamaracá se manteve dividida por quase dois anos.

A conquista completa da ilha pelos holandeses só ocorreu após o mestiço Domingos Calabar mudar de lado. Ele primeiro organizou saques nas vilas de Igarassu para então lançar um ataque na vila Conceição. Junto com o coronel Von Sckope soube que a vila estava muito mal provida de víveres e homens. Tal era a situação que, quando os holandeses avançaram com suas centenas de homens, o capitão-mor evacuou a cidade. Deixou apenas cento e oitenta homens para a defender. Disse quem bem poderia roer as solas dos sapatos a falhar com seu dever.

O capitão-mor não esperava, no entanto, que os holandeses encontrassem a população, em especial, várias mulheres escondidas pelo mato. Vendo-se cercado e com a população da cidade tomada como refém, capitulou antes do reforço enviado por Matias de Albuquerque. Essa foi uma conquista importantíssima desde o primeiro momento. Afinal, são terras tão férteis que mesmo com o pouco território que os holandeses controlavam através do Forte Orange, muito já conseguiam abastecer no Recife que sofria um grande aperto.

Agora, com as terras pacificadas, a capitania retomou o crescimento e voltou a ser próspera na produção açucareira.

 

Figuras Importantes

 

Jan Jacobs Wijnants

do Forte Orange

Cap. Mellingh (116)

Doorschoot (66)

 

Capitães de Goiana

Cap Verdoes (75)

Cap Entes (90)

 

Servaas Carpentier

Quando as forças holandesas na Capitania da Paraíba, sob o comando do Coronel Sigismund van Schkoppe, regressaram à de Pernambuco e deixaram Carpentier na administração do governo paraibano, com a jurisdição se estendendo até à capitania do Rio Grande do Norte. Carpentier administrou a Paraíba por um ano, sendo o responsável pela reconstrução do Forte de Santa Catarina do Cabedelo, arrasado pela conquista. No início de 1636 passou o cargo a Ypo Eysens, também diretor da Companhia.[2]

Após uma rápida passagem pelos Países Baixos, retornou ao Brasil com Maurício de Nassau (1637), como secretário do Alto e Secreto Conselho então criado. No mesmo ano adquiriu as terras do engenho Três Paus, em Goiana, dedicando-se à agromanufatura açucareira. Em 1639 deixou a sua função para dedicar-se exclusivamente à vida rural.

 

Pieter Seuly de Jonge

Mesmo com um solo tão fértil quanto o da ilha de Itamaracá, poucos engenhos foram capazes de resistir à destruição da guerra. Esa é a razão pela qual comerciantes e empreendedores dispostos a investir seu dinheiro são tão importantes para recuperar a economia açucareira.

Na ilha de Itamaracá, o mais importante e proeminente desses investidores certamente é Pieter Seuly de Jonge, que já comprou dois engenhos de açúcar que estavam arruinados e os renomeou de Tripicu e Haarlem. Felizmente, a reconstrução deste último engenho já foi começada.

 

Pieter Moortamer

Era o antigo Diretor de Itamaracá que foi substituído por Jan Jacobs Wijnants. Atualmente, assumiu o cargo de diretor de munições em Pernambuco, mas deverá deixar o cargo muito em breve. O governador Nassau já o avisou que as ordens da Holanda são para que ele prepare uma frota com Cornelis Nieulant, que está a cargo de fiscalizar e produção de açúcar de Pernambuco.

Juntos, ambos Moortamer e Nieulant devem ir à África para conquistar o porto de Angola. Afinal, é de extrema importância que consiga restabelecer o comércio de escravos negros, cujos senhores de engenho reclamam estar extremamente deficitários dessa mão de obra. E sem o funcionamento dos engenhos no máximo de sua produtividade, não se poderá avançar a economia do Brasil Holandês.

 

Joost van den Bogaert

Dono de vários engenhos na região de Goiana e Iabaí Taquara.

 

Mathias van Ceulen

Quando Mathias chegou em Pernambuco a guerra estava em seu pior momento, com a vila de Olinda incendiada e o capitão-mor Matias de Albuquerque mantendo um cerco apertado contra os holandeses. Veio no cargo de Diretor de Pernambuco. Participou ativamente para o mando de campo mudar nos dois anos seguintes. A fortaleza conquistada na capitania do Rio Grande recebeu o seu nome.

Após um breve período de volta a Europa, retornou para as terras do Brasil como um dos cinco cargos do Alto e Secreto Conselho, que é a mais alta estância administrativa da conquista e é presidida pelo governador Nassau. Manteve o bom trabalho por mais três anos, mas enfim este chegou ao fim. O seu substituto, Hendrick Hamel, escolhido pela Câmara de Amsterdã, já está chegou ao Novo Mundo. Assim, o conselheiro observa as terras de Pernambuco

 

Johan Ghijselin

A vida do conselheiro Johan Ghiselin seguiu paralela a de Mathias van Ceulen nesta última década. Enquanto o companheiro foi escolhido por Amsterdã, ele foi escolhido pela Zelândia para governar o Brasil holandês. Sua embarcação agora passa pelas terras de Itamaracá que foi a primeira conquista dos holandeses desde que chegou no segundo ano da guerra. Ele se despede desta terra, assim como se despediu de Pernambuco.

Seu substituto Adriaen van Ballestrate chegou recentemente ao Novo Mundo. Por isso, Johan Ghijselin segue à Europa para nunca mais voltar. Ele tem ao lado o companheiro Mathias Van Ceulen com quem dividiu os mesmos cargos de Direto de Pernambuco, primeiro, depois de membro do Alto e Secreto Conselho. Até mesmo uma fortaleza recebeu o seu nome também, esta, no Cabo de Santo Agostinho. Diferente do companheiro, deixou raízes na terra. Um de seus filhos, Ghijseling Junior, é hoje capitão de companhia de soldados no Brasil Holandês.

 

Pontos de Interesse

 

Forte Orange

É um bom forte quadrangular regular que está situado à margem do rio que forma a ilha de Itamaracá. Tem uma muralha sólida e um parapeito em torno formado por estacas. O fosso não é de grande importância pela pouca profundidade. Ao lado do Norte, para o interior da ilha, há um hornaveque que este em parte demolido. Dentro tem uma razoável casa de pólvora e quartéis. Com uma saída abobadada. As baterias são boas e bem montadas.

Guarnição: 182 soldados

Artilharia:

 

Reduto do Monte ou da Barra

É uma velha bateria no monte de Itamaracá feita desde antes dos portugueses, depois, melhorada pelos holandeses. Ela é bem problemática por sua localização. Sua principal função seria atacar os navios que se aproximam da barra, mas ela está tão distante do forte Orange que pode ser facilmente cortada da sua proteção e rapidamente conquistada. Por esse motivo, deu-se a ordem para desmontar e retirar toda artilharia dali com sua guarnição. Por enquanto, estas são:

Guarnição:

Artilharia: 2 de bronze e 8 de ferro.

 

Ruínas de Vila Conceição

A Vila Conceição foi o principal povoado da Ilha de Itamaracá por muitas décadas. Infelizmente, o cerco contra a cidade nos tempos da sua conquista, sete anos atrás, fez grande parte dos seus moradores a abandonarem. Atualmente, seus moradores se reúnem na terra firme do continente, na cidade de Capiguaribe, em caráter temporário. No entanto, poucos são os moradores que acreditam que a antiga capital de Itamaracá possa se reerguer.

 

Cidade de Capiguaribe

A cidade de Vila de Conceição, que era a cabeça da capitania de Itamaracá nos tempos do governo ibérico, foi arrasada pela guerra. Desta forma, a Câmara dos Escabinos de Itamaracá tem atualmente se reunido numa cidade às margens do Rio Capiguaribe, na freguesia de Goiana em caráter provisório.

 

Câmara do Itamaracá:

Em todas as capitanias conquistadas, a política holandesa estimula a criação de câmaras políticas com representantes do povo. Geralmente, formadas por dois “escabinos” que tem interlocução direta com os líderes holandeses e quatro representantes do povo. Atualmente, esses cargos são exercidos nesta capitania pelos seguintes integrantes.

Estevão Carneiro (escabino)

João Garcês (escabino)

Francisco de Lugo

Rui Vaz Pinto

Diogo Ferreiro de Freitas

Domingo Pinto da Fonseca

 

Porto do Canal Sul

Os mares em volta da ilha de Itamaracá só têm um porto de valor, por onde entram navios que demandam até dezesseis pés de profundidade. Ainda assim, este porto, chamado de Canal Sul, é largo e perigoso para se permanecer nele por não possuir nenhum bom ancoradouro, nem fundo para lançar âncoras.

 

Pedra das Galeras

Embora a entrada Norte da ilha de Itamaracá não tenha um bom porto, atrás de um arrecife conhecido como Pedra das Galeras ou Porto dos Franceses, é possível carregar pequenas embarcações com até 250 caixas de açúcar.

 

Formigueiros de Araripe

As terras da ilha de Itamaracá são bastante férteis e bem adaptadas ao plantio do açúcar, mas nem tudo é perfeito. A praga local são as formigas que dificultam o plantio de frutas e obrigam o cuidado extra no armazenamento do açúcar.

 

Freguesias e Engenhos

 

 

Freguesia de Goiana

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Engenho Ipitanga

Também chamado de Engenho Novo, é um bom engenho de água que possui moenda, localizado na freguesia de Goiana. Pertence a Johan Wijnants. Produção: 189 tarefas (Lavradores: Johan Listry, João Moreira, Elto Beuning, Joost van Byenburch, Daniel Taelman, Jacob de Groot, Folis Symons, Antônio de Abardo). 10,11

 

Engenho Capiguaribe dos Três Paus

É um bom engenho de água que possui moenda, localizado na freguesia de Goiana. Pertence a Servaas Carpentier. Produção: 162 tarefas (Lavradores: Cornelis Stalpaert vander Wyel, Johan Houck, Jan Carpentier, Angela da Mota, Maria gomes, Noel Mabel Garenne e o partido da fazenda). 10,11

 

Engenho de Goiana

É um bom engenho de água que possui moenda, localizado na freguesia de Goiana. Pertence a Joost van den Bogaert. Produção: 150 tarefas (Lavradores: o partido da fazenda, Michiel Heindricksz, Mel Horner, Obbe Ristma, Manoel Lopes d’Elvas, Antônio Álvares, Jan tem Berch, Baltasar Pereira, Jan Bos e Pedro Sasodo).

 

Engenho Jacaré

É um engenho de água, localizado na freguesia de Goiana, que possui não possui moenda, sendo suas canas levadas ao Engenho Goiana do mesmo dono. Pertence a Joost van den Bogaert. Produção: Nenhuma (em conjunto com o Engenho Novo).

 

Engenho Tracunhaém de Baixo

É um engenho, localizado na freguesia de Goiana, que não está em atividade por não possuir moenda ainda. Pertence a Rui Vaz Pinto. Produção: Nenhuma.

 

Engenho Mossombu

É um bom engenho de bois que possui moenda, localizado na freguesia de Goiana. Pertence a Servaes Carpentier. Produção: 140 tarefas (Lavradores: Reynier Meyens, Manuel da Silva, Bento Rodrigues Saldaen, Cosmo de Torres, João Siqueira e o partido da fazenda).

 

Engenho Santo Cosme e Damião

É um engenho, localizado na freguesia de Goiana, que não está em atividade por não possuir moenda. Pertence a David van Kessel. Produção: Nenhuma.

 

Engenho de Bujari

É um bom engenho de água que possui moenda, localizado na freguesia de Goiana. Pertence a Joost van den Bogaert. Produção: 68 tarefas (Lavradores: o partido da fazenda, Tomás Nenes, Antônio Ramos, Artur Senechael, Francisco Álvares Manso e Jacob Blaeu).

 

Freguesia de Abiaí Taquara

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Engenho Copissura

É um engenho, localizado na freguesia de Abiaí Taquara, que está totalmente arruinado. Pertence a Joost van den Bogaert. Produção: Nenhuma.

 

Engenho de Tapu

É um bom engenho de bois que possui moenda, localizado na freguesia de Abiaí Taquara. Pertence a Cosmo de Oliveira. Produção: 50 tarefas (Lavradores: Manuel Fernandes da Cunha, Manuel Gonçalves, Jorge de Castro, Antônio Madeira).

 

Engenho Nossa Senhora do Rosário

É um bom engenho de bois que possui moenda, localizado na freguesia de Abiaí Taquara. Pertence a Luciano Brandão. Produção: 120 tarefas (Lavradores: o partido da fazenda, Luís do Rego, Antônio Freitas Mariz, Antônio Manuel Madeira e Johan Graces).

 

Engenho Nossa Senhora da Penha

Também chamado de engenho França, é um bom engenho de bois que possui moenda, localizado na freguesia de Abiaí Taquara. Pertence a Isabel Cabral. Produção: 77 tarefas (Lavradores: Manuel de Sá Teles, Manuel gomes Chacão, Sebastião Nunes da Silva, Domingos Lopes do Seixo e Gonçalo Cabral de Caldas).

 

Engenho Nossa Senhora do Rosário (2)

É um bom engenho de bois que possui moenda, localizado na freguesia de Abiaí Taquara. Pertence a Antônio da Costa Freitas. Produção: 74 tarefas (Lavradores: Hendrick Haus, Valentim dos Santos, Caterina Lopes, Amaro d’Azevedo, João Soares Ramires e Hans Brugel).

 

Engenho São João Batista

É um bom engenho de bois que possui moenda, localizado na freguesia de Abiaí Taquara. Pertence a Diogo da Fonseca Lemos. Produção: 56 tarefas (Lavradores: Antônio Duarte, Sebastião Gomes, Antônio Claesz, Domingos Teixeira e o partido da fazenda).

 

Freguesia do Tejucupapo

???

 

Engenho Massaranduba

É um bom engenho de bois que possui moenda, localizado na freguesia do Tejucupapo. Pertence a N. Koets. Produção: 76 tarefas (Lavradores: partido da fazenda, Jerônimo Fernandes do Vale, Henrique d’Aguiar Lobo, Domingos Pinto da Fonseca, Afonso Rodrigues Bacelar e Gonçalo Barbosa Pereira).

 

Engenho Beapecu do Tejucupapo

É um bom engenho de bois que possui moenda, localizado na freguesia do Tejucupapo. Pertence a Maria de Oliveira. Produção: 51 tarefas (Lavradores: Jerônimo Fernandes do Vale, Gonçalo Barbosa Pereira e Antônio de Figueiredo).

 

Freguesia do Araripe (Ilha)

???

 

Engenho Obu

É um engenho, localizado na freguesia de Goiana, que não possui atividade própria por não possuir moenda ainda. Pertence a Francisco de Lugo Brito. Produção: Nenhuma.

 

Engenho Araripe de Baixo

É um bom engenho de bois que possui moenda, localizado na freguesia de Araripe. Pertence a Francisco Lopes de Orosco. Produção: 64 tarefas (Lavradores: Pascoal de Barros, Pedro de Freitas, Manuel Mascarenhas, Manuel Soares, Isabel Velho, Braz Dias Mascarenhas e o partido da fazenda).

 

Engenho Haarlem

É um bom engenho de bois que possui moenda, localizado na freguesia de Araripe. Pertence a Pieter Seulyn de Jonge. Produção: Não revelada.

 

Engenho Velho do Araripe

É um engenho, localizado na freguesia de Araripe, que está totalmente arruinado. Pertence a Francisco Lopes. Produção: Nenhuma.

 

Engenho Beapecu do Araripe

É um engenho, localizado na freguesia de Araripe, que está totalmente arruinado. Pertence a Martim Lopes. Produção: Nenhuma.

 

Engenho Tripicu

É um engenho, localizado na freguesia de Araripe, que está totalmente arruinado. Pertence a Pieter Seuly de Jonge, que já começou a resconstruí-lo. Produção: Nenhuma.

 

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